Histórias Tecidas

Tecidos que contam histórias

Indumentária, moda e vestuário na construção da identidade da Fronteira Oeste

Quando pensamos em roupas antigas, é comum chamarmos de moda. Mas a história nos mostra que não é bem assim. Antes de seguirmos viagem pelas vestimentas das mulheres da Fronteira Oeste, vale conhecer a diferença entre indumentária, moda e vestuário.

O tema da vestimenta é vasto e estou disposta a desvendar fatos que nos levam a imaginar como se vestiam as primeiras mulheres de que temos notícias neste território: as indígenas da etnia Charrua. Depois delas, seguem as escravas, as estancieiras, as modistas estrangeiras que traziam novidades, as mulheres da campanha e da cidade, em diferentes épocas, até chegarmos ao século XXI e à moda que conhecemos hoje.

Será uma viagem no tempo, carregada de tecidos, histórias, força e da garra das mulheres que ajudaram a construir este chão.

A palavra indumentária está diretamente ligada à história. Refere-se aos trajes que pouco mudam com o passar do tempo e que representam uma determinada cultura ou época. Já a moda está relacionada à mudança e é cíclica, acompanha as transformações da sociedade e se reinventa constantemente. O vestuário, por sua vez, é formado pelas peças de roupa e acessórios, estando ligado tanto à indumentária quanto à moda.

A INDUMENTÁRIA

O dicionário Houaiss (2001) define indumentária como a “arte relacionada com o vestuário, história do vestuário ou hábitos relacionados com o traje em determinada época, local, cultura etc. Conjunto de vestimentas em determinada época ou por determinado povo, classe social, profissão etc.”.

Portanto, a indumentária refere-se às vestimentas características de determinado tempo ou cultura, que sofreram poucas transformações ao longo dos séculos e não são influenciadas pela moda.

A MODA

A moda, ao contrário da indumentária, é efêmera. Passa por transformações constantes no vestuário e no estilo de vida das pessoas, caracterizando grupos em determinados momentos da história. Não se manifesta apenas nas peças de roupa, mas também nas questões de gênero, nas opiniões, nas apreciações críticas, no sentir e no modo de agir. Caracteriza-se pela mudança social, dita conceitos e produz tendências. Um exemplo atual são as famosas semanas de moda. Sua influência não se restringe ao vestuário, alcançando também a decoração e o design de interiores.

O VESTUÁRIO

O vestuário é composto pelas peças de roupa e pelos acessórios utilizados nos trajes. Assim, tanto a moda quanto a indumentária encontram sua representação por meio das vestimentas.

Agora que já sabemos que indumentária, moda e vestuário não significam a mesma coisa, estamos prontas para começar nossa viagem pela história das mulheres da Fronteira Oeste. Nos próximos textos da coluna Histórias Tecidas, cada traje, cada tecido e cada detalhe da forma de vestir ajudarão a revelar costumes, modos de vida e as transformações de diferentes épocas. Afinal, a história também pode ser contada pelas roupas que vestimos.

Na próxima História Tecida, seguimos puxando mais um fio desse tecido que veste a história das mulheres da Fronteira Oeste.

Fio da História Indumentária, moda e vestuário não são a mesma coisa. Indumentária reúneas vestimentas características de um povo, cultura ou época. Moda acompanha as mudanças da sociedade, cria tendências e se transforma com o tempo. Vestuário é o conjunto de roupas e acessórios usados pelas pessoas. Ao longo da coluna Histórias Tecidas, esses três conceitos caminharão juntos, ajudando a compreender como as mulheres da Fronteira Oeste se vestiam e o que suas roupas revelam sobre cada tempo.

Na próxima História Tecida, seguimos puxando mais um fio desse tecido que veste a história das mulheres da Fronteira Oeste.

Jornalista, designer de estampas, artista têxtil e ilustradora de moda. Pesquisa a história da indumentária feminina na Fronteira Oeste e assina os textos e as ilustrações da coluna Histórias Tecidas, transformando esse estudo em narrativas acessíveis e ilustrações autorais.

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