Anna Alvim é homenageada com nome de biblioteca do IFFAR
Entre as memórias que moldam a identidade de Uruguaiana, alguns nomes resistem ao tempo como verdadeiros patrimônios vivos. Um deles é o de Anna Cândida do Prado Alvim, professora, poetisa, jornalista e abolicionista nascida em 1850, cuja trajetória segue iluminando os caminhos da educação e da cultura na fronteira.

À frente de seu tempo, Anna Alvim foi uma das vozes femininas que ajudaram a abrir caminhos em uma sociedade ainda restritiva. Em 1880, fundou o Colégio Minerva, dedicado à educação de moças. Também atuou como colaboradora e articulista no jornal O Povo, ampliando sua presença no cenário intelectual da cidade. Seu reconhecimento ultrapassou as fronteiras locais e ocupou a Cadeira nº 9 da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul. Sua trajetória foi reverenciada por nomes importantes da literatura, como Dante de Laytano e Olavo Bilac.
A data de inauguração será divulgada após a conclusão das obras, mas o significado desse espaço feito de livros, estantes e conhecimento, já é forte, pois preserva e respeita a memória de quem fez muito pela cultura e educação, inspirando o presente.
Redação: Giovana Petrocele
Imagem: Academia Literária Feminina do RS

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