Neste mês de setembro, o dueto Erva Buena, de Uruguaiana, foi destaque no Sarau do Solar – Música e Diversidade, evento promovido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

A edição ocorreu em um palco especial no Asilo Padre Cacique, em Porto Alegre, reunindo arte, música e emoção em um encontro que valoriza a diversidade cultural do estado.

O espetáculo autoral encantou o público com as canções que mesclavam-se com poesias de Fernando Saldanha (Nandico) e Rafael Ovídio (Déco). A dupla contou ainda com a participação do saxofonista Bernard, também de Uruguaiana, e de Texo Cabral, na flauta, enriquecendo a apresentação. Rafael Ovídio reforçou o significado da ocasião: “É uma honra e um orgulho estarmos no Sarau da comunidade, comemorando nossos 15 anos de estrada e também por termos levado para casa o prêmio da Calhandra”. Fernando resumiu o espírito do momento: “Estamos honrados e felizes de estarmos aqui. O nosso trabalho é levar arte para quem quer escutar arte. A gente leva ternura para o mundo”.


A alma e o coração do Erva Buena
Fernando e Rafael são a alma e o coração do Erva Buena, dueto que neste ano de 2025 celebra 15 anos de caminhada artística, período em que já percorreu todo o Rio Grande do Sul, levando arte para diferentes espaços. Vamos saber quem são esses músicos?
Fernando Saldanha
Poeta, músico e agitador cultural, vem de uma família de bolicheiros, professoras e artesãs. Vencedor da Calhandra de Ouro na 37ª Califórnia da Canção e de diversos outros festivais.

É autor dos livros de poesia Tiro e Queda, Livro Árvore e Língua de Alpargata. Tem três discos lançados: Akadimia, Ninando o Futuro (com Raphael Madruga) e Flamboyant (com Ricardo Borges). Foi agraciado com o Prêmio Trajetórias Culturais. Atualmente, prepara os álbuns Máquina do Tempo e REGIONOW.
Rafael Ovídio

Poeta, compositor e artista plástico, é autor de A Transmutação do Poema e participou das antologias Causos e versos nos confins do Continente de São Pedro e A terra dos longos olhares.
Integra a Academia Uruguaianense de Letras e se destacou em festivais como a Califórnia da Canção Nativa, onde conquistou a Calhandra de Ouro com Petiço Mapa-mundi e o prêmio da Linha Campeira com Don Alejo e seus mijados. Também venceu a Tertúlia Nativista (Santa Maria), o Musicanto (Santa Rosa) e o tradicional Festival da Barranca, em São Borja. Ganhou ainda o primeiro lugar no Concurso de Poesia do Rio Uruguai. Tem dois discos lançados: Arter (produzido por Pirisca Grecco) e No meio da Pampa, em parceria com Joca Martins.
Fotos: Fernando Gomes / Assembleia Legislativa do RS
Texto: Giovana Petrocele

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