Chá ou flor? A magia do blooming tea em Uruguaiana

Apaixonados por chá irão se encantar ao descobrir que o exótico blooming tea ou flowering tea, o chá que floresce, pode ser apreciado no aconchegante Café Estoril, anexo ao Clube Comercial de Uruguaiana. Na matéria anterior falamos dos mais de cem tipos de chá oferecidos por lá. Pois bem, entre eles está essa preciosidade, um chá que chega em forma de um pequeno botão produzido artesanalmente que, ao ser mergulhado na água quente, vai lentamente se abrindo, desabrochando até se transformar numa delicada flor. Um espetáculo visual e aromático que acompanha a experiência de cada infusão.

A responsável por trazer essa raridade é Mônica Silvina Juri, empreendedora à frente do Café Estoril e também proprietária de uma tradicional casa de café árabe em Paso de los Libres – cidade argentina que faz fronteira com o Brasil. Ela conta que o blooming tea é realmente especial por seu feitio artesanal. “Ele é amarrado à mão por artesãos do chá, que costuram as folhas, após elas passarem por um processo de desitratação”, explica, com o brilho nos olhos de quem ama chás.

“Cada botão do blooming tea é uma verdadeira obra de arte, gourmet e única em seu tipo”, ressalta Mônica ao falar sobre a especiaria importada. O sabor é frutal e sutil, resultado da combinação de folhas frescas de chá verde com flores comestíveis, entre elas a calêndula e o jasmim.

A empresária detalha ainda que a bebida nasce de uma seleção criteriosa de flores comestíveis e frutas como maçã, canela, tangerina, romã, morango, açaí, abacaxi, laranja, manga, baunilha, melão, lichia e pêssego. Cada variação é uma nova surpresa para os sentidos.

“As flores de chá, abertas, são verdadeiros arranjos artísticos” (Mônica)

Encantador. Essa é a palavra que descreve o blooming tea servido no Café Estoril. A seleção exclusiva de chás florais feita por Mônica é apresentada em xícaras delicadas, cuidadosamente escolhidas para transformar cada gole em uma experiência única, perfeita e especial.

Afinal, por que apenas dar flores, se é possível oferecer poesia em forma de chá?

Texto e fotos: Giovana Petrocele

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