Catedral de Uruguaiana – o maior templo católico da fronteira oeste

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A Paróquia Nossa Senhora de Sant’Ana ou Santa Ana, Catedral de Uruguaiana, é um lugar sagrado, de fé, devoção e oração, cujo alicerce é a Palavra de Deus. Localizada no centro histórico da cidade, em frente à praça Barão do Rio Branco, brinda-nos com sua exuberante presença, inspirada na estética neoclássica e na arquitetura da Europa do Século XVIII. Entrar no templo é como estar num lugar sem tempo.

O lugar, sacrossanto, remota aos primeiros anos de nossa cidade, pois foi criada pela Lei Provincial 58, de 29 de maio de 1846, junto com município de Uruguaiana, quando este deixou de ser vila. Sua construção teve início por volta de 1861, com término em 1874. Alguns anos mais tarde, em 1906, um incêndio destruiu parte do prédio, que precisou ser reformado.  

No ano de 1910 a paróquia tornou-se Catedral de Sant’Ana, com a criação da Diocese de Uruguaiana, pela bula “Praedecessorum Nostrorum”, do Papa Pio X. Em 1926 foi demolida e naquele mesmo ano foi lançada a pedra fundamental da atual Catedral de Sant’Ana. Quanto às torres metálicas, elas terminaram de ser colocadas em fevereiro de 1958.

Em 1963 o padre Assis encomendou para o escultor Acário Carvalho, a imagem de Nossa Senhora de Sant’Ana, padroeira de Uruguaiana, de três metros de altura, que foi colocada entre as duas torres da igreja. Vale lembrar que a imensa porta de madeira também foi entalhada pelo artista.

Obras de arte sacra estão distribuídas por todos os espaços da Catedral, inclusive, há afrescos de um famoso muralista, o italiano Fulvio Pennacchi, que passou por aqui na década de 1940. Em muitas igrejas do Brasil e palacetes é possível ver sua obra.

Além destes dois artistas, outros deixaram sua marca no templo sagrado, com obras de arte distribuídas em todo o espaço da igreja.

Na cripta, câmara subterrânea da Catedral, estão os restos mortais dos bispos Dom Felipe de Nadal e Dom Hermeto. No local, famílias tradicionais de Uruguaiana sepultaram seus entes queridos.

Redação e fotos: Giovana Petrocele

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